O Sindicato Rural de Ponta Grossa, fez reunião na terça-feira, 16 de maio, na sede Sindicato e também transmitida pelo YouTube sobre Orientações para declarar o ITR 2023 e esclarecimento de como é feito o cálculo do imposto.
A palestra foi apresentada pela representante da empresa Convicta Consultoria E Treinamentos, Danna Ferrasso que conversou com produtores rurais, contadores e demais profissionais da agropecuária sobre o ITR 2023. A Convicta foi contratada pela prefeitura de Ponta Grossa, para tratar sobre assuntos relacionados ao ITR no município. Danna explica que a declaração do imposto inicia em agosto e termina em setembro, mas que é necessário que o proprietário de imóvel colha todas as informações que precisa apresentar e não deixe para última hora. "As entregas das declarações começam no primeiro dia útil da segunda quinzena do mês de agosto e terminando no último dia útil de setembro. Uma declaração sendo mal feita pode acarretar muitos problemas para o proprietário de imóvel rural.", explica.
Na avaliação do presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto, a reunião foi positiva, pois esclareceu alguns pontos da declaração do imposto, principalmente em relação às áreas de preservação, florestas preservadas, APP, reserva legal. "A inclusão destas informações gera muitas dúvidas e até erros, pois o formato para inclusão dos dados não é igual aos de outros formulários a exemplo do próprio CAR (Cadastro Ambiental Rural). Portanto, a pessoa que foi fazer a declaração tem que ter um conhecimento específico para declarar corretamente.", conta o presidente.
O valor médio dos VTNs (Valores de Terra Nua por Hectare) apresenta uma tendência de alta, wssa constatação levanta uma preocupação. "O valor médio dos VTNs [Valores de Terra Nua por Hectare] é alto para lavoura de boa aptidão, lavoura de média aptidão, lavoura de baixa aptidão, floresta plantada, campo plantado e áreas de preservação. O que vemos com isso é que, na média, esses valores são altos por hectare, e aqueles que têm áreas preservadas e não podem utilizá-las de outro modo acabam sendo prejudicados, caindo anualmente na malha fina", explicou o presidente do Sindicato Rural.
Netto ressaltou a necessidade de enviar uma demanda aos deputados, buscando uma reformulação do modelo atual do ITR e do CAR. Para ele, é fundamental que o sistema seja mais completo e reformulado, mas o ponto principal é não prejudicar aqueles que já realizam um serviço ambiental para o mundo e não podem utilizar plenamente sua área em benefício de todos. "Essas pessoas, todo ano, têm que cair na malha e todo ano têm que justificar por que não devem cair na malha. É só uma demanda que a gente vai mandar aos deputados, inicialmente", concluiu Netto.
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